domingo, 15 de setembro de 2013

Pé de Jambo

Ele acordou cedo, quando ainda se ouvia o silencio cantar
pois a água do café no fogo, e ficou ouvindo os pássaros
os leves passos que caminhavam pela casa
um olhar desmoronado sobre os dele
olhos de meninas que se perdiam na dimensão daqueles vivos olhos
dois risos que se encontravam
ela que se recolhia ao aconchego sobre seu braço
deitada em seus abraços.
enquanto o café coado, exalava o perfume pela casa
um cigarro riscava o instante,
na risca da fumaça, o passarinho que cantava
o café perfumava, o corpo que esquentava
as mãos pequenas, nesse pequenino e gigante amor
ouve-se os passos pequenos que se repetiam pela casa
aqueles olhos pequenos naqueles cabelos sobe o rosto
uma terna energia em olhares brilhantes
pequenas mãos que grudavam em suas pernas.
o cigarro que se apagava
no instante em que dois risos se arriscavam
aquelas peles queimadas, quente como os vossos amores
os encontros de gigantes almas
no aconchego da vossa casa.


Esse poema foi inspirado em partes por essa música que me passa uma sensação de "aconchego" e isso que quis traduzir em minhas palavras:

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nua

Me abriga no teu quarto
nua no domingo.
em teus peitos me da abrigo
no teu quarto me arrisco
no melhor perigo.
me afogo no teu lençol
enquanto você se perde
e se encontra.
No chão o sol esquenta
a tua pele macia
e algo me diz
a algo infinito nesse dia.

domingo, 28 de julho de 2013

Azul

Me balanço na calmaria
de um belo dia
no azul infindo
perdido em meio
a olhos lindos.
Me afogo no seu riso
e no teu carinho descanso
no teu calor me aconchego
me perco.
Mas nem o horizonte
seria capaz de medir
tanto querer.
Teu beijo me carrega
pelo infindo bem estar
pelo imenso do azul
de céu e de mar.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Doce veneno

Mas que você tem uma coisa em você
Um quê qualquer
Talvez toda essa tua aura de mulher
Talvez aquele olhar que você sabe dar
Mas não esbanja por ai
Um veneno quaisquer
Mas não qualquer veneno
Se veneno for de verdade, é doce
Com a certeza de teus lábios
É doce!
Mas é isso que faz a gente grudar em você
E não ter vontade de partir
Mas não é um grudar qualquer
É um doce gostar, de estar, de viver
E aquele querer de dormir
Perto de tu!

domingo, 14 de julho de 2013

Colombina II (poema com nexo)



Colombina, menina me apaixonei pelo carnaval de teus olhos.
Pela festa de teu olhar.
Colombina, menina não deixe se apagar a luz do teu salto, teu coração.
Colombina, tem um Pierrot a te olhar, querendo ser arlequim.
Menina, o carnaval já passou e por aí vem o São João,
Deixe-me fazer fogueira no teu coração,
Acender fogos no teu olhar.
Deixe menina, o tempo curar.
Deixe o pierrot se revelar, tome-o para ti como arlequim menina.
Esqueça antigos carnavais que a tanto tocou e não volta mais.



Para ler Colombina I (poema sem nexo) clique aqui.

domingo, 7 de julho de 2013

Olhos de sol

mas é que você tem olhos mansos
mansos e doces
você tem uma magia qualquer
um ar de mulher
você tem esse encanto de menina
eu não sei bem
mas teu abraço deve ser tão aconchegante
quanto teu riso
Esse sorriso bobo de embobar qualquer menino
esse jeito difícil, e a risada
por ser meio destrambelhada
e até mesmo por ser um pouquinho chata
por ter essa cara de que quer um carinho
e por quando fica fofa falar daquele jeitinho
esse cabelo ao vento
quando anda todo aquele movimento
e o sapateado sensual
ganharia dias rindo daquilo

terça-feira, 2 de julho de 2013

Uma polaroid e o amor

Você sentada no chão
da tarde quente
com cabelo ao léu
num angulo desfocado
embolando papel amassado
com aquele olhar ardido
um beijo comprido
um riso bem rido
umas fotos mal tiradas
de teu peito amostra
teu cabelo bagunçado
daquele jeito bem embolado
jogado pela cara
num riso estampado

sábado, 4 de maio de 2013

As vezes é sempre que queremos bem


Mas sabe,
as vezes a gente só precisa de um riso
as vezes de um olhar
as vezes alguém pra dizer "te amo"
quase sempre alguém
as vezes só precisamos de alguém pra rir
alguém pra cuidar
alguém pra esperar
as vezes alguém pra falar que gosta da gente
quase sempre de alguém que gosta da gente
as vezes só precisamos de um segundo
um abraço, as vezes só um abraço
mas não seria qualquer abraço
é quase sempre o melhor braço
o melhor aperto
é o segundo eterno, na profusão de carinho e segurança
as vezes só precisamos de alguém pra proteger
as vezes só preciso de você
sempre quero te ver
mas é que você não precisa de muito pra me fazer bem
só precisa me dar aquele abraço apertado
me pedindo um pouco mais de cuidado.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Você menina


Menina, quero teu riso só pra mim
aquele riso tão bom de rir
aquele riso que vem de dentro
quem sabe num por do sol no farol
ou no fim de tarde no jardim
não importa
quero você e teu sorriso só pra mim
quero tuas loucuras e teus encantos
tuas maluquices e teus abraços
teus beijos e teus laços
quem sabe aquelas manias chatas
e costumes bobos
quero horas incansáveis ao teu lado
tardes deitadas no chão do quarto
rolando de rir por cima da cama
um chá mate gelado na varanda
um violão a beira da piscina
e você por completa menina.

domingo, 31 de março de 2013

Viver


ter paz pra poder relaxar
curti a vida sem se preocupar
viver sem muito pesar
sem muito penar
sem muito pensar
viver sorrindo, viver sendo
o que ha de bom
o que ha de feliz
Viver pra encontrar a felicidade
todo dia ao acordar
viver para realizar os sonhos
viver para sempre
sempre ter um riso pra dizer
um bom dia
um obrigado
um por nada
um ta combinado
viver e ter esperança
de que o amanhã sempre vai nascer
com um novo ar de paz!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Riso de sol


A menina da um riso que abre o sol
a menina da um riso que abre o céu
a menina ri e faz clarear
a menina ri e faz apaixonar
a menina tem um riso que amolece qualquer coração
a menina tem um riso mais quente que o verão
A menina... do riso doce
riso bobo, Riso lindo
A menia tem um riso mais puro que coração de criança
a menina tem um riso que eu poderia passar horas admirando
A menina... da esse riso pra mim, só pra mim.

quarta-feira, 13 de março de 2013

No teu chão, meu porto.


Então reposa o teus olhos sobre o meu
me faz descansar
me tira por alguns intantes
deixo até ser por horas
dias, se quiser
mas me tira um pouco da loucura de viver
deixa-me ao teu lado por instantes sem fim
me faz parte tua por momentos bons
me tira pra um dia de frente ao mar
ou deitados no chão do teu quarto
me leva contigo pelo ceu
me faz bem
me tira com você num dia qualquer
E me leva pra um bem sem fim

sexta-feira, 1 de março de 2013

Poesia de verão


me prende nesse teu riso
faz dele meu abrigo
me toma contigo
num gole só
me leva contigo em dia de sol
me carrega pro mar, pra la
pra onde quiser
me leva contigo pra um banho de mar
ou banho num banheiro apertado
nossos corpos colados
numa tarde sem fim.
E na tua cama rola de rir
no chão trocar olhares e sorrir
me leve com você
pra você!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aquela foto sua



Tem um foto tua que eu sempre que vejo dou risada
se me perguntares o porque
eu dificilmente saberia responder
não por achar graça
mas sabe quando você vê algo que lhe agrada?
E aquele riso bobo escorre pelo canto da tua boca?
Pois é, é bem isso.
E então olho pro teus olhos, e vejo algo bom.
Vejo o carinho de teus olhares
e toda doçura de teu ser
Olho a tua boca
e vejo mesmo por trás daquela seriedade
um sorriso de menina
daqueles que só você sabe dar.
Mas pra ser sincero
não consigo me desprender de teus olhos
do infinito de teu olhar
a menina se tu soubesses quanto são profundo teus olhares
os vendia a preço de ouro
e eu compraria todos para mim.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Olhos anacrônicos





tinha ela um horizonte nos olhos
infinito
lindo
como o mar no fim de tarde
tinha ela todo um charme no olhar
todo o encanto hipinótico
tinha ela verdadeiros olhos de cigana
obliqua e dissimulada
sem ser. era ela. uma menina.
Tinha olhos mais infintos que o universo
mais profundos que alto mar
mais belos que pôr-do-sol
e mais intenso que o próprio raio do sol
tinha um raio no olhar
olhos que mastigavam ideias de jovens loucos
tinha olhos que sabiam descrever tudo que era ela
toda quela junção de menina mulher
tinha ela olhos que sorriam.