domingo, 28 de julho de 2013

Azul

Me balanço na calmaria
de um belo dia
no azul infindo
perdido em meio
a olhos lindos.
Me afogo no seu riso
e no teu carinho descanso
no teu calor me aconchego
me perco.
Mas nem o horizonte
seria capaz de medir
tanto querer.
Teu beijo me carrega
pelo infindo bem estar
pelo imenso do azul
de céu e de mar.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Doce veneno

Mas que você tem uma coisa em você
Um quê qualquer
Talvez toda essa tua aura de mulher
Talvez aquele olhar que você sabe dar
Mas não esbanja por ai
Um veneno quaisquer
Mas não qualquer veneno
Se veneno for de verdade, é doce
Com a certeza de teus lábios
É doce!
Mas é isso que faz a gente grudar em você
E não ter vontade de partir
Mas não é um grudar qualquer
É um doce gostar, de estar, de viver
E aquele querer de dormir
Perto de tu!

domingo, 14 de julho de 2013

Colombina II (poema com nexo)



Colombina, menina me apaixonei pelo carnaval de teus olhos.
Pela festa de teu olhar.
Colombina, menina não deixe se apagar a luz do teu salto, teu coração.
Colombina, tem um Pierrot a te olhar, querendo ser arlequim.
Menina, o carnaval já passou e por aí vem o São João,
Deixe-me fazer fogueira no teu coração,
Acender fogos no teu olhar.
Deixe menina, o tempo curar.
Deixe o pierrot se revelar, tome-o para ti como arlequim menina.
Esqueça antigos carnavais que a tanto tocou e não volta mais.



Para ler Colombina I (poema sem nexo) clique aqui.

domingo, 7 de julho de 2013

Olhos de sol

mas é que você tem olhos mansos
mansos e doces
você tem uma magia qualquer
um ar de mulher
você tem esse encanto de menina
eu não sei bem
mas teu abraço deve ser tão aconchegante
quanto teu riso
Esse sorriso bobo de embobar qualquer menino
esse jeito difícil, e a risada
por ser meio destrambelhada
e até mesmo por ser um pouquinho chata
por ter essa cara de que quer um carinho
e por quando fica fofa falar daquele jeitinho
esse cabelo ao vento
quando anda todo aquele movimento
e o sapateado sensual
ganharia dias rindo daquilo

terça-feira, 2 de julho de 2013

Uma polaroid e o amor

Você sentada no chão
da tarde quente
com cabelo ao léu
num angulo desfocado
embolando papel amassado
com aquele olhar ardido
um beijo comprido
um riso bem rido
umas fotos mal tiradas
de teu peito amostra
teu cabelo bagunçado
daquele jeito bem embolado
jogado pela cara
num riso estampado