sábado, 12 de março de 2011

Sumo da alma (ou simplesmente: Chorar)

(já que tanto escrevi do “riso” porque não escrever do choro?)

Sim, chorar
Tem que chorar
Pra lavar a alma e o corpo
                                                            As lagrimas são o solvente da vida
Não a rigidez que suporte a doçura corrosiva de uma lagrima
Para chorar é necessário força e equilíbrio
Para estar vulnerável e não cair
Mas assim como solvente e destrói a mais dura sensação
Ela é como um cimento e enrijece o mais sensível sentimento
Engana-se aquele que pensa que a lagrima é apenas uma gota salgada
Lagrimas é sim como uma cachoeira
É uma queda d’água de emoções
Sejam elas tristes ou alegres
Sempre caem levando o que encontra pela frente
Assim como as plantas necessitam ser irrigadas para crescer
A alma também necessita
E como me iludia a dizer que basta apenas sorrir
Enganava-me
É preciso chorar também
E como é preciso chorar
Mas também é preciso rir e chorar
Chorar!
Para lavar a alma e deixá-la preparada para mais uma enxurrada de desafios!

(para detalhes apenas, eu não estava chorando ao escrever esse poema, só acreditei que era necessário escrever sobre o choro também!) 

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