Sob
a chama de uma vela,
quase
extinta,
não
poderia ter a certeza se ria.
Apenas
sentia brilhar teu riso
doce
e cheiroso,
feito
goiaba madura.
Sentia
o calor que emanava
da
tua pele cálida,
era
como um imã ao meu furor.
Os
meus olhos enganavam-se,
correndo
uma leitura antiga,
e a cada linha fugiam a procura dos teus.
Olhos
insanos, dúbios.
Hipnotizantes,
talvez.
Firmes,
certamente.
E
por estes olhos
ardia
ávida paixão,
Eloquente paixão.
E
ainda assim
não
havia insensatez na ideia.
Tão
pouco era efêmera.
Entre
os devaneios
aspirava
beijar teus lábios
e repousar em tua alcova.
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