Tardes
febris, de um verão escaldante,
em que eu
passava deitado em seu busto.
Ouvindo as
baboseiras
sobre o
jeito que você via o mundo.
Eu ouvia
tuas palavras atento,
mesmo elas
não tendo
o amargor e
a rispidez
que o mundo
se apresentava
nesses novos
tempos.
Era doce sua
visão de menina,
a minha seca
e cruel.
*Você me
dizia
que eu era
muito moço ,
pra tanta
tristeza.
Pra deixar
de coisa,
e cuidar da
vida.
Antes que
chegasse morte,
ou coisa
parecida.
E me
arrastasse, moço,
Sem ter
visto a vida.*
Eu guardei
estas tardes
No éden dos
meus pensamentos.
Tardes
contentes,
de um mundo
doente.
*Trecho
inspirado no verso final da canção Na hora do almoço de Belchior.
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